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Blog de edith
 


O brilho de uma verdadeira estrela

O brilho de uma verdadeira estrela

 



Escrito por edith às 16h20
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CACIPORÉ TORRES

                                                                                                                                                                                                                   Edith Cavalcanti

 Eu conheci Caciporé Torres  em 1969. 

   Naquele ano eu acabara de entrar na FAAP (Faculdade de Artes Plásticas Armando Alvares de Azevedo) e Caciporé era professor de escultura. Foi meu mergulho maravilhado em um mundo até então

desconhecido para mim. Até aquela época, há muitos anos eu só tinha sido uma dona de casa e já tinha cinco filhos. Claro que era uma exceção dentro de um mundo jovem. Mas talvez seja esta a

minha característica dominante que carrego até hoje. Quando desejo uma coisa  a idade não entra em linha de conta. SÓ   PENSO: SE POSSO, PORQUE NÃO?
     As aulas de escultura de Caciporé significaram para mim  a porta aberta para um universo mágico. Aprendi a fazer solda, tive uma conjuntivite, mas fiz uma escultura que guardo até hoje. Talvez

tenha sido um sonho, uma miragem a visão de vir a ser uma artista mas do qual restou um saldo positivo, outras coisas vieram e sempre estiveram de alguma forma, ligadas a esse momento marcante.
      Ao rever Caciporé em um jantar em casa amigos  e  ex alunos, senti que era necessário deixar por escrito a admiração que sinto pelo seu trabalho artístico.
      Pretendo  transcrever aqui não só o seu currículo como também as fotos de algumas de suas esculturas. Mas quero ainda acrescentar algo que ouvi na noite do jantar: Caciporé só usou o seu

diploma de Direito (UPS)  quando precisou dele para se efetivar como professor de arte em uma universidade.

Caciporé Torres com a obra premiada na II Bienal Internacional de São Paulo
Figura com Chapéu Bonito 1953,  80,5 x 40,0 x 35,0m
Acervo Pinacoteca Municipal

O Vôo Colorido, 2002, aço inóx e aço pintado,
8,0 x 2,0 x 1,0 m
Av, Juscelino Kubischeck, São Paulo

Outra vista da mesma escultura

A Coisa, 1978, aço pintado, 2,3 x 4,0 x 2,0 m
MAM São Paulo

A Porta, década de 70, aço inox,  2.10 x 0.9 x 0.25 m
Quadrienal de Roma 1976

Meteorito  1976, aço inox, 1.1 X 1.65 X 0.55 m

S/ título, 1976. aço  inox cortado, soldado e pintado,
5 X 2.4 X 1.10 m
Acervo MAB FAAP, R. Alagoas, São Paulo

O C, 1988, cortado, soldado e pintado, 3.41 X 2.15 X 0.30m
jardim da Luz, São Paulo – Acervo Pinacoteca

Arvore, 2003, aço inoxidavel, 6.0 x 2.5 x 2 m
ECA USP, São Paulo

s/ título, 1991, Fundição de pó de mármore e cimento branco,
12,00 m x 2,00 m
Estação Santa Cecília do Metro , São Paulo

O Vôo, 1979, aço cortado e soldado, 2.6 X 3.5 X 1.1 m    Praça da Sé – São Paulo

Arte Vital, 1990, 3.70 x 7.0 m
R. Haddock Lobo,1398, São Paulo

 

 

Gueixa, 2007, aço cortado, soldado e pintado.
2,50 X 1.40 X 0.60 m.
 
Coluna, 2008, aço fosfatizado COR SAR COR
2.38 x 1.25 x 0.69 m
 
O Grande Pássaro, 2010, aço inox,
2.20 X 1,40 X 0,70 m
 
Exposição Brasil, Escultura, 2010, Museo de Arte Contemporaneo Ateneo de Yucatán, Fundación Macay, Mérida, México

     
      Arte é uma forma de comunicação, embora com uma conotação diversificada, pois ela é uma obra aberta que permite ao espectador  uma livre interpretação.
      Caciporé extrapolou as fronteiras de seu país pois tem obras também no exterior. Voltou recentemente da Italia, onde esteve a convite especial, juntamente com outros artistas brasileiros durante

20 dias. A finalidade será a  construção de obras para uma  exposição itinerante



Escrito por edith às 17h18
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Para Dr. Otávio Frias Filho
Diretor de redação


      Não posso deixar de comunicar a imensa tristeza que me invadiu ao ler os cadernos extras com que a FOLHA DE S. PAULO comemorou  os seus 90 anos de existência e não ver o nome do meu marido Teófilo Cavalcanti Filho citado entre os jornalistas que contribuíram para o sucesso desse jornal.
 
  Ainda me lembro quando ainda muito jovem eu o acompanhava na antiga redação que era na rua do Carmo e tenho até hoje uma matéria escrita  por ele no DIA que data de 08 de Agosto de 1940, outra de 10 de abril de1949,  na FOLHA DA MANHÀ. e algumas entrevistas importantes com  o prof. Miguel  Reale, sendo que uma delas me chamou a atenção ao rele-la agora pela  importância da atualidade do texto intitulado “SERÁ DEMOCRÁTICO o mundo de após guerra”,  e muitas outras  de relevância na época.
      Não posso deixar de frisar não somente a antiguidade de sua atuação como jornalista das FOLHAS mas também o amor que dedicou sempre ao seu trabalho e ao titulo de jornalista que considerou sempre com o seu mais importante título.
         Espero que o que possa parecer uma audácia nesta minha reclamação possa servir para me esclarecer  uma falta para mim incompreensível. Hoje estou completando 89 anos, mas ainda me lembro de vê-lo, Dr Otávio,ainda muito jovem, pronunciando o seu discurso de paraninfo na sua formatura de Direito  na Faculdade de Direito da UNIVERSIDADE DE S. PAULO. largo de São Francisco, Bacharelandos de 1979. Eu estava na mesa que presidiu a cerimonia de entrega dos diplomas e, não sei se lembra, mas a turma teve o nome de PROF. TEÓFILO  ARTUR DE SIQUEIRA CAVALCANTI FILHO. Naquela época os alunos da Faculdade recortavam os artigos que ele publicava na FOLHA  sobre  assuntos jurídicos .
   Durante a sua atuação  como SECRETÁRIO DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS  DA PREFEITURA  DE S. PAULO continuou mantendo sua coluna na FOLHA , coluna criada por ele e até hoje mantida. Se não me engano ele deixou mais de 1500 crônicas publicadas .
          A FOLHA ainda é parte fundamental da minha vida. Após o café da manhã meu primeiro ato é  ler as noticias do dia .
      
    Durante alguns anos mantive uma coluna na FOLHA sobre decoração na ILUSTRADA. Lembro-me das conversas com Boris Casoy e  me recordo que ele elogiava muito o então jovem Otávio Frias  não só pela sua inteligência, mas especialmente pela seriedade profissional. É baseada nisso  que tenho a certeza de que receberei uma explicação  sobre algo que tocou  de maneira dolorosa meu coração.

                                                                      Edith Cavalcanti

Av Giovanni Gronchi, 3875  9. andar
tel: 3742 1957
FAX: 46894737
Cel: 92617151
Email: 92617151
BLog : edith.blog.uol.com.br

 

    Resposta, Folha do Est de São Paulo, 12 de março de 2.011:

 

 

 

 

 



Escrito por edith às 13h33
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CIENCIA, AMOR E POESIA

CIÊNCIA, AMOR E POESIA

 

         Quando em 2007  a divulgadora ciêntífica Gloria Kreinz e o poeta Marcelo Roque se conheceram, deu-se  a apaixonante idéia de fundir arte e ciência, fazer acreditar que a delicadeza da poesia é compativel  com a aparente aspereza dos dados ciêntíficos.

           Gloria Kreinz já tão conhecida não só pelos seus livros sobre divulgação científica como pelo seu trabalho no  Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP que dirige há mais de vinte anos  preparando alunos para a difícil arte de tornar acessivel ao público os difíceis conceitos científivos, tem usado os seus conhecimentos de comunicadora e amante da moderna técnologia fazendo divulgação de suas idéias também na internet. É sua a seguinte frase: "Vivemos em uma sociedade que fez da internet sua segunda lingua e não lutamos contra isso, mas mergulhamos também nesse universo virtual". E acrescenta: Acreditamos que a Ciência, o Amor e a Poesia não são categorias que se excluem, mas que convivem juntas em termos de comunicação, sobretudo em uma sociedade informatizada, quando há contínua ameaça e perda de indentidade pelas redes virtuais. E conclue: "Este livro que hoje chega a vocês é uma reflexão sobre a técnica. Mas é  a técnica pensada a favor do amor, da ciência e da poesia, portanto como contigente e relativa. Usamos a técnica, mas continuamos  procurando respostas, e lembra: "Quando o acelerador de partículas.LHC (Large Hadron Collider, na sigla em inglês )  construido pela organizacão Europeia para Pesquisa Nuclear ( Cern) em Genébra, na Suiça, com a colaboração de ciêntistas de mais de 180  institutos de pesquisas de diversos paises, funcionou , neste ano de 2010, tivemos uma poesia comemorativa do evento ciêntífico.

LHC

 

É no mais profundo silêncio do meu ser

  que sinto o choque entre meus versos

A velocidades inimagináveis

espalhando na vastidão de minha existência

flamejantes partículas de mim mesmo

Dentro as quais, encontro-me perdido

ora nos braços de deus

ora, sobre as asa do acaso

 

         É este homem fragmentado em sua concretude que tenta se recuperar no ciberespaço e nele reafirmar sua liberdade."

 

           Gloria Kreinz introduz , com muita oportunidade, a poesia da Marcelo Roque.

 

Liberta

 

Que seja minha poesia

Liberta das sombras do mundo

e fiel mensageira das coisas não ditas

Que desprese a tênue linha entre o bem e o mal,

e que não respeite  nada,

nem mesmo a vontade do poeta

E  que não sejam apaziguadores os seus versos,

posto que é a provocação quem alimenta a alma

E que finalmente por ser assim, livre,

venha a ser bela,

simplesmente bela;

voando acima da cabeça dos homens

e ao lado do coração das crianças

    

      Na  realidade o que se pode identificar da ligação da comunicadora com a poesia de Marcelo Roque  é que ambos, de maneira aparentemente diferente, tentam criar ilhas de comunicação  analisando linguagens, argumentos e fatos,  que são significativos  neste inicio de século lembrando que o saudoso José Reis já dizia que a Ciência é bonita e profundamente estética e que por isso deve ser exibida à sociedade e que Marcelo Gleiser, físico e divulgador, escreveu no dia 31 de maio de 2009 o artigo intitulado Beleza e  Verdade. E acrescenta também  que Einstein defendia o belo como critério de verdade em teorias ciêntíficas.

 

      Ao citar os nosso dois grandes divulgadores ciêntíficos Crodowaldo Pavan e José Reis, Gloria usa a poesia de Marcelo Roque não deixando esquecer que estes dois  homens  sempre perceberam a intrínseca  relação entre a beleza, a ciência e a natureza.

 

O Belo


José Reis já sabia

e também Pavan

que bela, sempre foi a flor

antes mesmo do olhar e do amor...

 

      Vamos terminar aqui com mais uma poesia de Marcelo Roque e a  recomendação de que leitura deste  livro é quasi obrigatoria para os que já estão engajados nos progressos das ultimas  pesquisas ciêntificas deste século.

 

Ciência

 

Finalmente, encontramos água em Marte e já podemos dizer às flores

que elas podem sonhar com as primavera marcianas...

Nas salas de cirurgias, mãos robotizadas e programadas por

computadores, ajudam a salvar vidas, em suas verdadeiras odisseias

 intracorporais

e enquanto isso, dentro dos vidros  nos laboratorios continuamos

expandindo ainda mais o amor, fazendo brotar dos troncos seculares...

os mais vermelhos corações

 

      BIBLIOGRAFIA:

      CIÊNCIA, AMOR E POESIA

      Gloria Kreinz

      Marcelo Roque

      Publicações ABRADIC

      Coleções Temas da Ciência Contemporânea

      Divulgação Científica na Sociedade Performática - 2004  Volume3 

        TEXTO de:

      Edith Cavalcanti

      Psicanalista

      Escola Brasileira de Psicanálise

      Ex aluna do Curso de Divulgação Ciêntífica do Nucleo José Reis  ECA USP


 

     




Escrito por edith às 21h09
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COMO DEFINIR BIODIVERSIDADE

COMO DEFINIR BIODIVERSIDADE

                                                                                                                                                                                                     Edith Cavalcanti

 

      O geógrafo Aziz Ab Saber ( 85 anos  prof. emérito USP  S.P )  publicou no dia 28/06/2010, no jornal O Estado de S.Paulo, uma matéria que julgo de grande importância especialmente se considerarmos os  enormes problemas ambientais que o PLANETA TERRA- NOSSO ESPAÇO VIVENCIALl está sofrendo. No artigo publicado ele defende a ideia de que o Código Florestal deve ser transformado em um código da biodiversidade com um caráter mais abrangente.

      Na Conferência 92(a) da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)  em Natal, ele justificou especialmente que a caatinga não é floresta, é um bioma e, como tal também tem que ser preservado e criticou a proposta elaborada pelo deputado Aldo Rebelo ( PC do B S.P ) que altera o Código florestal. no qual defende unicamente os ruralistas,  considerando-a incompleta e com liberação excessiva e abusiva.

      Na palestra ele comenta a longa  e indelicada resposta dada pelo deputado, na carta enviada.  

      Segundo o prof. Aziz Ab Saber, qualquer revisão do Código Florestal deve enfocar diretrizes prioritariamente analizando as grandes regiões naturais, sobretudo no dominio de  naturezas muito diferentes entre si, como a Amazonia com suas extensissímas florestas tropicais e o Nordeste seco, com os diferentes tipos de caatingas.

      Como venho me dedicando aos estudos sobre meio ambiente ( Ver no meu blog o texto PLANETA TERRA= NOSSO ESPAÇAO VIVENCIAL ) achei imensamente importante  ressaltar a relevancia da opinão abalizada de um cientista  emérito como o professor Aziz Ab Saber, géografo de competência internacional, antes que políticos viabilizem o lançamento  de graves  interferências num Código de suma importância como é o Codigo  Florestal. Mais do que nunca é preciso defender a devastação já tão grave da nossa terra, considerando que é necessário impedir que  políticos  tomem iniciativas  onde é nessessario mais cautela e sobretudo analizar pesquisas em setores abalizados da ciência antes  que sejam tomadas decisões que visam somente interesses  conflitantes com o problema  mais urgente que é a defeza do PLANETA TERRA- NOSSO ESPAÇO VIVENCIAL.

     Como aluna que fui  do prof. Aziz Ab Saber no Curso de  Divulgação Científica (Catedra Unesco)- ECA USP, onde assiti a aula inaugural do ilustre mestre na qual se destacavam  os  seus conhecimentos  sobre os recursos naturais do nosso planeta e como seria necessário agir para conserva-los, julgo de suma importância transcrever aqui o seu  currículo:

      Além do seu longo percurso como professor universitario  pode se destacar algumas de suas grandes contribuições como os estudos que corroboraram para a descoberta de petroleo na Bacia Potiguar, na coordenação da criação  dos parques de preservação da Serra do Mar e do Japi, exaustivas classificações e levantamentos dos dominios morfoclimaticos e ecossistemas continentais sul-americanos, reconstituição de palio-climas sul americanos, estudos de planejamento aerolar, importantes pesquisas de geomorfologia climatica sul-americana, estudos sobre rotas  de migraçãp dos povos pre-colombianos sul-americanos, estudos de planejamento urbano e preservação  do patrimonio historico-tombamento do Teatro Oficina, modelos explicativos para a diversidade biologica neo-tropical- Redutos Pleistocenicos e teorias de educação com o fim de incluir curriculos  setoriais em grades de ensino regionais e nacionais.

      Além das mais altas honrarias  nacionais e internacionais em  ecologia, geologia e arqueologia  é Membro Honorario da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Premio Almirante Alvaro Alberto para Ciência e Tecnologia, Ordem Grão Cruz em Ciências da Terra pela Ordem do Merito Ciêntifico e Academia Brasileira de Ciencias. Premio Internacional de Ecologia, Premio Unesco para Ciência e Meio Ambiente.  Presidente de Honra da Sociedade Brasileira  para o Progresso da Ciência.  Professor Emerito da Facudade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de S.Paulo , Professor Honorario do Instituto de Estudos Avançados  da mesma Universidade, MANTENDO-SE ATE HOJE EM PLENA ATIVIDADE.

 

      Edith cavalcanti

     Formação: Faculdade Artes Plasticas e Comunicação  (FAAP)

     Psicanalise Lacaniana

     Escola Brasileira de Psicanalise

     Curso de Divulgação Ciêntifica - Nucleo Jose Reis - ECA -USP



Escrito por edith às 20h29
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PLANETA TERRA - NOSSO ESPAÇO VIVENCIAL

PLANETA TERRA - NOSSO ESPAÇO VIVENCIAL

                                                                                                                                          Edith Cavalcanti

 

      Hoje podemos definir o homem como um criador de espaços.

      Na intencionalidade dos atos humanos está o segredo da capacidade de produzir um mundo que se adeque as suas necessidades cada vez mais complexas. Da interação HOMEM+ESPAÇO FISICO surge o ESPAÇO VIVENCIAL.

      O conceito de espaço foi se modificando através de uma longa elaboração filosófica. Hoje consideramos o  espaço  como uma unidade teórica resultante da conjunção do espaço físico com o espaço social  numa interação ininterrupta. O homem jamais aceitou o seu habitat como ele lhe é oferecido no seu momento existencial. A  sua angústia básica ou a busca de algo que transcende a sua propria natureza humana o força  a agir sobre o meio ambiente. E, não contente em criar, ele está constantemente agindo sobre a sua propria criação. É esta conscientização de modificar o mundo que ,ao  mesmo tempo, essas  proprias modificações  o impelem a um esforço para se adaptar as novas situações surgidas que, muitas vezes superam as suas expectativas. São os valores sociais que  determinando as mudanças surgidas,  dominam um certo periodo e orientam a mão do homem quando ele modela o seu universo. Por isso é relativamente facil a correlação entre esses valores intelectuais e sociais e o meio físico, resultando na criação de um ecossistema, que forma o ambiente no qual vivemos.

     Toda a historia do mundo nada mais é que o estudo da consciência  vivencial do HOMEM. Ele não constroi a sua morada apenas para se abrigar das forças da natureza. Os seus atos constituem o substrato de todas as sua concepções, a sua "Weltaunschauung".

      Rapidamente  comparemos os fundamentos das civilizações passadas, os seus desenvolvimentos e as diferenças  brutais entre elas e  a nossa época atual. Cada periodo representa um espaço específico contendo a sua religião, a sua moral, as suas leis, os seus mitos, a sua tecnologia, os seus conhecimentos intelectuais.  E é importante acentuar que, mesmo nas coisas que são básicas, isto é, intrínsecas à sua propria natureza, o homem não se mantém imutável.

      Vamos colocar agora em  evidência  o ser humano atual e o planeta terra - seu espaço vivencial.

     É dificil ou mesmo impossivei comparar a nossa  época  as civilizações anteriores, especialmente se levarmos em conta a celeridade das descobertas científicas e o incrivel desenvolvimento tecnológico que, a par de um imenso progresso, está acarretando danos terriveis à sobrevivencia da terra. No proceso de apropriar-se da realidade para  cada vez mais dominar o ambiente, o homem ultrapassou a capacidade de uso dos recursos naturais que lhe eram oferecidos. A terra está esgotada. Estamos vivenciando momentos jamais existidos. É  certo que muitas  transformações marcaram épocas de grandes mudanças terrestres, mas o que se vê hoje é um esgotamento nunca existido dos recursos naturais. A  impressão  que nos assalta é que há uma revolta da natureza como se ela tivesse sido aviltada ao extremo: são rios que transbordam, morros que deslizam, terremotos, secas, vulcões em erupção, degelo não só nos polos mas em lugares que sempre se mantiveram cobertos de gelo. Milhões de pessoas estão desabrigadas. Há fome e doenças provocadas pela escassez de mantimentos e pela falta de higiene em zonas de miséria extrema na China, no Japão, no México, no Brasil. É  SÓ ACOMPANHAR PELA TELEVISÃO OU PELA INTERNET AS APRESENTAÇÕES DIÁRIAS DAS CATASTROFES MUNDIAIS.

   Quero terminar com uma indagação: há uma consciência coletiva dos perigos reais da situação terrestre? O cidadão comum assim como os nossos políticos, estão alertas ao que os cientistas procuram evidenciar? Ou é mais facil se preocupar com o fator preponderante para o ser humano - a riqueza economica?

     

    Edith Cavalcanti

    Formação: Faculdade de Artes Plasticas e Comunicações (FAP)

    Psicanalista

    Escola Brasileira de Psicanalise Lacaniana.

    Ex aluna do Curso de Divulgacão Científica  ECA USP


 

 


 



Escrito por edith às 23h11
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Aziz Ab-Saber, à esquerda, ao receber medalha por contribuição à geologia  


 UMA DIVULGAÇÃO NECESSÁRIA

 

   Para contribuir à divulgação dos grandes cientístas brasileiros resolvi iniciar com Aziz Ab'Saber, professor emerito  que tive o prazer intelectual de conhecer ao fazer o Curso de Divulgaçào Cientinfica, Nucleo José Reis, ECA-USP, onde ele  proferiu a aula inaugural.

  Além da sua didatica decorrente de um longo magisterio, o que mais  prendeu minha atenção foi a solidez das propostas e defições geográficas  apresentadas durante a explanação de problemas brasileiros e mesmo sobre  a atuaçào do governo  no que se  refere a transposição do Rio S. Francisco,  baseados ambos nos seus profundos conhecimentos geográficos e geológicos provenientes da sua cultura nessas áreas. Julgei tão profícuos os ensinamentos que assisti a sua aula inaugural nos anos subsequentos ao fim do meu curso.

   Como participo da idéia de que grandes valores do nosso país sào pouco conhecidos resovi colocar o seu nome no meu blog como uma forma de incentivar uma adivulgaçào que considero fundamental, dando um pequeno reforço a idéia de Gloria Kreinz que acaba de iniciar um blog com essa finalidade.

   Vou tentar isso fazendo um pequeno resumo da sua biografia e do seu longo percurso nas áreas onde a sua atuaçào tem sido brilhante.

 

   Aziz Ab'Sabernasceu em S.Luis de Paraitinga em 24 e Outubro de 1924.

   Filho de roceiros de ascendência árabe,ingressou na USP no curso de Geografia e História aos 17 anos .

   Ai assumiu a sua primeira função pública como jardineiro da Universidade.

   Paralelamente ao curso fez varias  especializações.

   Trabalhou vários anos como professor do ensino básico e da Pontifícia Universidade Católica de S. Paulo PUC-SP e depois como professor universitário da USP.

   Iniciou as sua pesquisas na área de geomorfologia, na quais lublicou seus primeiros trabalhos.

   Suas pesquisas se destacavam pela diversidade e por aspectos quantitativos e qualificativos tendo desenvolvido centenas de pesquisas e tratados científicos com contribuições importantes para a ciência nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia. arqueologia e geografia.

   Defende uma aproximção da ciência aos movimentos sociais para colocar os conhecimentos  a serviço deles.

   Por um longo tempo esteve ao lado de Lula, principalmente na política ambiental onde era consultor do Partido dos trabalhadores.

  _ Torna-se críitico do governo Lula classificando o movimento ambientalista como a maior frustação na história dos movimentos ambientalistas. 

  _ Desaprova o projeto de transposição do Rio S. Francisco  que julga favorecer primordialmente os grandes proprietários de terras.

  _ Sua ültima crítica vai de encontro com o aquecimento global

   Classifica esse plano  como a maior frustação na história dos  movimentos  ambientalistas brasileiros, tornando-se crítico do  governo Lula.


   Entre as suas contribuições podemos destacar:

  - Estudos que corroboraram para a descoberta de petróleo na porção continental da Bacia Potiguar.

  _ Coordenação da criação dos parques de preservação da Serra do Mar e do Japi.

  _ Classificações e levantamentos dos domínios morfoclimáticos e ecossistemas continentais sul-americanos.

  _ Reconstituição de palco-climas  sul-americanos.

  _ Estudos de planejamento urbano.

  _ Preservação do patrimônio histórico ( Teatro Oficina ).

  _ Modelos explicativos para a diversidade biológica neo- tropical.

  _ Redutos Pleitocenicos. 

  _Teorias da educação com a finalidade de incluir currículos setoriais em grades de ensino regionais e nacionais.

 

   As características principais da obra de Aziz Ab'Saber são:

 _Defender um papel mais ativo dos cientistas em uma ciência  aplicada para ameninizar a crise social através dos conhecimentos adqueridos.

  _ Ter-se aproximado de Lula , tendo sido consultor ambiental do Partido dos Trabalhadores por longo período.

  _ Tornar-se crítico do governo Lula do qual se afasta.

  _Ser contra o projeto de transposição do Rio S. Francisco que julga como favorecedor dos grandes fazendeiros da área.

  _ Sua


 

 

 


  



Escrito por edith às 15h56
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Mistura perigosa

 

Edith Cavalcanti

 

Folha de São Paulo

Equilibrio

São Paulo 25/02/2010



Escrito por edith às 16h28
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NOVO BLOG

 

   CONHEÇA O NOVO BLOG CIENTISTAS  BRASILEIROS EM HOMENAGEM A CRODOWALDO PAVAN - MARCELO ROQUE  

                    http://pavanbrasil.blogs pot.com

 

   Edith Cavalcanti 

  ex -aluna do Curso de Divulgação Científica do Núcleo  José Reis - ECA / USP

 



Escrito por edith às 14h18
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Anjos e Demônios

 

ANJOS E DEMÔNIOS

 

   A minha intenção em primeiro lugar  é divulgar em meu blog quem é Gloria Kreinz.

 

   Eu a conheci ao fazer o curso de Divulgação Científica do Núcleo José Reis, ECA  USP.

  Ela é casada com o prof. Osmir Nunes que também faz parte do grupo que mantém o Núcleo do qual ela é a dirigente, assim como o prof. Ciro Marcondes Filho e Crowwaldo Pavan, já falecido.

   Gloria Kreins é, na realidade, a chama que mantém acesa a vitalidade do curso com a sua ampla intelectualidade oriunda da diversidade de títulos que acumulou.

   No seu denso artigo "DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA;ENTRE TEMAS, PRÁTICA E TEXTOS" no livro " OLHARES" eu fiz um corte e me detive na pag. 42, último parágrafo, que aqui transcrevo na íntegra:

   "Há um filme em cartaz nos cinemas, Anjos e Demônios onde o ator Tom Hans enfrenta a"maquina do Big Bang. O poeta Marcelo Roque, do NJR, também escreve sobre o Bóson de Higgs.A  Partícula de Deus está no centro das discussões do século, sem uma posição fechada como quer o autor do livro que discutimos.

   De qualquer forma, o filme  Anjos e Demônios em cartaz, baseado no livro com o mesmo nome de Dan Brown, interessa pelo fato do acelerador de particulas estar em destaque e a ciência ser posta em questão. O flime começa

com os laboratórioss do LHC e há descrição de seus interiores. É uma forma de divulgar um dos  maiores laboratórios deste início de século.

   Segundo o crítico Ronaldo D'Arcadia o filme mostra a coragem do diretor Ron Howard  ao adaptar este sucesso de literatura pop para o cinema, mas mostra  também o interesse e controversias diante de grandes experiências. "Depois do polêmico: O Código Da Vince, obras anteriores de Brown vieram à tona, entre elas Anjos e Demônios. Com uma turma de seguidores jovens - que tiveram  o escritor

  como o primeiro autor lido na vida - ele alcançou um sucesso febril e a adaptação de sua obra para os cinemas era inevitável. E foi o que aconteceu em 2006 com o já citado O Codigo Da Vince, mas o resultado decepcionou. Porém, Ron Howard que dirigiu este primeiro longa, não desanimou e retomou as aventuras de Robert Langdon, dessa vez com um pulso mais firme na direção."

   Gloria Kreinz, no seu texto cita o jornalista D' Arcadia  que diz:

   "A trama é muito interessante e aborda de forma bastante didática - como é costume de Brown - todo o ritual da Igreja Católica  mediante  a morte do Santo  Papa e esmiúaça o conclave, reunião realizada para decidir  quem será  o substituto do chefe maior da Igreja. Paralelamente, cientistas concretizam  algo espetacular e criam a antimatéria. Em outras palavras , se tornam criadores da vida, algo que  bate de frente com todos os principios da religião católica.

   No seu texto, Gloria Kreinz cita também Marcelo Gleiser, da Folha de S. Paulo, 14 de Junho, que na coluna Micro Macro diz: "A sabedoria e a moralidade não são provincia exclusiva da religão" "Os desafios que enfrentaremos ao longo  deste século, do aquecimento global à crise de energia, serão resolvidos nos templos da ciência e não nos belos templos da religião".

   Mas Gloria  faz uma ressalva e diz: "todo cuidado é pouco e não fechamos com questões absolutas....."\


   Lendo o livro Anjos e Demônios  e assistindo o filme nele  baseado a minha pretensão de dar  opinião pessoal  se tornou  compulsória. Primeiramente estou de acordo com Gloria que considera que para nos, divulgadores científicos, o grande  mérito de ambos, livro e filme, é trazer à tona  o debate entre religião e ciência, principalmente tornando públicos os avanços científicos de enorme importância, dando destaque aos laboratórios do LHC  onde está o acelerador de partículas, o maior do mundo. Além disso, o filme como obra cinematográfica é extremamente atraente, não só pelo desempenho dos artistas como pela brilhante direção do produtor Ron Howard. Os personagens principais Robert Langdon e a ciientista Vittoria  Vetra, numa caçada  frenética por criptas, igrejas e catedrais vão desvendando enigmas  e o filme traz assim a oportunidade ao espectador de vislumbrar não só  o Vaticano mas chegar ao covil dos ILLUMINATI- um refúgio secreto onde está a única  esperança da Igreja. Não só a dinâmica  como a beleza plástica das cenas  tornam o filme envolvente.


   CURRICULO DE GLORIA KREINZ:

   Além da formação acadêmica em Jornalismo e  Letras, Gloria Krienz apresenta no seu currículo os títulos  de Mestrado em Literatura Brasileira e Doutoramento em Cências da Comunicação USP, varios livros e textos e intensa participação  na " ESCOLA DE SÃO PAULO" DE ESTUDOS DE COMUNICAÇÃO -ECA- USP da qual sempre foi membro efetitivo. É interessante ler sobre isso  nas páginas 254/256 do livro " OLHARES. "

 

   Bibliografia:

   OLHARES

   DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

   gloria kreinz

   crowwaldo pavan

   Núcleo  José Reis de Divulgação Científica

   da ECA USP

 

   TEXTO:

   Edith Cavalcanti

   Escola Brasileira de Psicanálise

   Ex aluna  do Curso de Divulgação Científica ECA USP

   S.P 21/12/2009




Escrito por edith às 16h43
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ACUPUNTURA

UMA FORMA DE LIBERAR ANALGESICOS NATURAIS

 

      A Sociedade Brasileira de Anestiologia  reconhece   aplicação da acupuntura como tratamento da dor crônica.

      Depois da  aplicação das agulhas nos nos locais adequados  elas são conectadas a um eletroestimulador.

      Essa  estimulação manda uma mensagem ao cérebro que passa a produzir os opiodes endógenos( analgégicos naturais) . Assim o paciente não sente mais dor.

    O gráfico abaixo facilita a compreensão do processo.  

 


 

 

      BIBLIOGRAFIA :

       Folha de S. Paulo  21/10//2009

.       SAÚDE  pg 1

         Ver google - Mestre Park

 

      Edith Cavalcanti

      psicanalista lacaniana

      Escola Brasileira de psicanálise

      Ex aluna do Curso de Divulgação Científica ECA USP



Escrito por edith às 18h22
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SuperCiber - uma utopia do século XXI

 

Edith Cavalcanti

 

“SuperCiber”, prefaciado pelo autor. Ciro Marcondes Filho, é uma utopia como muitas outras que a antecederam. Ela pretende, em essência, significar a nova civilização que se inicia. Nela o cibercapitalismo é visto como o ápice do capitalismo, sendo a classe virtual o fator principal de sua concretização.

É de McLuhan a seguinte frase: “A nova interdependência eletrônica recria o mundo da imagem de um vilarejo global."

Esse autor controvertido já falava sobre os meios que o homem engendra para articular o processo básico da sociedade onde vive. Na obra de McLuhan o que sobrevive “é a ênfase dada à importância da passagem de uma civilização moldada segundo os padrões de comunicação pela palavra impressa para uma outra, nossa contemporânea, cujo ponto focal é a dominância dos meios de comunicação de base eletrônica. Esse caráter comunitário de grande envolvimento social transforma o mundo em um vilarejo. Tudo que vincula o homem a outro homem na sociedade atual, a t.v., o computador, todo o processo eletrônico que nos cerca, é visto por esse autor como extensões do homem”. E é isto realmente que nos introduz na era cibernética na qual estamos vivendo, onde somos definidos pela conjunção de máquinas, equipamentos, sistemas, programas,comportamentos, e modos de viver e pensar virtuais. Mas nem por isso deixamos de estar subordinados ao retorno de grandes utopias e é essa associação que vai definir o século XXI.

A utopia da cibernética é a capacidade de potencialização humana onde o indivíduo pode se apossar de tudo, até do universo. Neste imaginário o homem pode criar mundos que funcionam sem as pessoas, utilizando clones biológicos e imagens virtuais. Essa capacidade de potencialização è que vai nos remeter à Nietsche. Esse paralelismo pode ser encontrado em várias idéias nietscheanas. A obra de Nietsche “Assim falou Zaratrusta”! se baseia em grande parte na idealização do super homem que se embasa nos conceitos metafísicos da “vontade de poder” Essa criação de Nietsche tem sido vista por muitos autores como a ideologia política que mais tarde culminaria na concepção fascista de Mussolini ou na nazista de Hitler

A cibersociedade corresponde a uma vivência em que as relações humanas passam quase totalmente pelo computador e pela rede.Até terapias são feitas pelo computador. Nesse processo não há uma análise para se encontrar as causas de uma patologia. Na realidade não passam de uma ajuda ou melhor diríamos, de uma recomposição como se faz com peças estragadas de qualquer aparelho.São formas semelhantes de recondicionamento. Alguns terapeutas usam maneiras semelhantes de tratamento, o que de certa forma autoriza ou explica a aceitação desses métodos pela televisão.

Até a sexualidade, que é o paradigma das relações humanas, é intermediada pelo computador em experiências de sexo pela rede, podendo chegar ao estupro visual.Isto pode levar à indagação: Como se pode analisar o que é fidelidade? .O que há nesse jogo de sexualidade através da Internet? Há aí, simplesmente um aspecto lúdico? Afinal, a infidelidade se define simplesmente pela prática ou está implícita na aceitação prévia do ato sexual?

 

Na Superciber vemos surgir uma nova teoria de classes, Na criação da classe virtual alguns autores vêem uma reelaboração da antiga teoria de classes. Na fusão dos projetos da sociedade cibernética com a ideologia nietscheana alguns autores consideram que “a vontade de virtualidade” substitúe a “vontade de poder” enunciada por Nietsche.

Na descrição do cibermundo não há como não ver uma nova tentativa de totalização”.

É na criação da classe virtual que alguns autores vêem uma reelaboração desse sistema.Tendo considerado as utopias atuais se dividindo em abertas e fechadas, o autor colocou o modelo aberto da teoria do caos como sendo o mais válido para uma nova interpretação do mundo. Considera que o caos não é ausência de ordem  mas sim, uma flexibilização na busca de ordenamento. Com a interseção de mais complexidade advinda da inclusão de mais informações verifica-se um novo conceito de ordem, a ordem no caos. Dessa flexibilidade dentro de informações extremamente complexas pode advir um novo tipo de evolução

Mas é na fusão dos projetos da sociedade cibernética com a ideologia nietscheana que muitos autores consideram que a “vontade” de virtualidade” substitue a a “vontade de poder’ enunciada por Nietsche. Esta idéia também se baseia na idéia de infantilização da audiência imposta pelas telas do computador e mais especialmente pela TV. Há uma sedução que advém da imagem. O espectador não é convidado a pensar, a refletir. A própria igreja católica usava esse recurso para conquistar e seduzir os seus fieis, numa forma específica de  alienação. As catedrais eram veículos destinados à difusão de suas idéias através das cores dos seus vitrais, da difusão da luz, do uso da música e, mesmo das formas arquitetônicas. Ler não era atividade destinada à plebe, mas de preferência ao clero e aos poderosos.

 Em conclusão, a classe virtual é o produto final da tecnologia e da biologia .O resultado mostra que nada mudou e a conclusão é que a atingimos um capitalismo mais avançado que alguns autores chamam de pancapitalismo.

Não é demais lembrarmos de algumas idéias de Thheodor W. Adorno sobre a televisão: ”a industria cultural tendo à frente a televisão reduz os homens ainda mais a formas de comportamento inconscientes”. Isto se baseia principalmente no caráter essencialmente subliminar da transmissão das mensagens televisivas.” Ela impede a formação de indivíduos autônomos independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente.” Esta é a base para a formação  de um regime político sem opositores,isto é, um regime totalitárIo.

No nazismo, a idéia central é a purificação.da sociedade. A utopia cibernética vai além. Não interessa  mais a idéia da purificação da raça, mas sim a purificação da humanidade transformada em uma superhumanidade pura.

 

O filme “Super Homem-O Retorno” que está em exibição em todos os cinemas de S.Paulo, é a visão cibernética de nossa sociedade, onde:presenciamos a criação utópica  de um herói fisicamente perfeito e imbuído das melhores intenções para ser o salvador da humanidade e praticamente imortal. Esse herói transita num mundo da mais alta tecnologia . Assistindo o filme é quase impossível esquecer a proposta de Nietsche:o super homem e seu eterno retorno....

 

 

   Bibliografia:

Ciro Marcondes Filho  SuperCiber

Editora  Eca/Usp  apoio –Àtica Shopping Cultural

Friedrich Nietsche-ECCE HOMO

Editora Martin Claret    2001

Friedrich W.Nietsche

Assim Falou Zaratustra

Editora Bertrand Brasi   1987

Gabriel Cohn  Comunicação e Indústria Cultural

Editora  Universidade de S.Paulo  1971

James Gleick Caos  

Editora Campus 1990

 

 

 

 

 



Escrito por edith às 16h04
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"SuperCiber"

Conclusões após a leitura da obra

Edith Cavalcanti

Tendo terminado a leitura de “SuperCiber” prefaciado e escrito por Ciro Marcondes Filho, gostaríamos de colocar alguns comentários como um adendo ao texto interpretativo que já escrevemos.

Em tese, estamos de acordo com a teoria elaborada pelo autor que define a sociedade atual como essencialmente alienada. Mas gostaríamos de colocar que não estamos totalmente incluídos nessa afirmação, no que tange à real interpretação dos fatos. O autor considera que os meios eletrônicos são a contribuição maior para o processo social que não visa à formação de indivíduos conscientes, livres para a tomada de decisões.

Estamos de acordo na afirmação de que a TV e a Internet são fatores importantes na elaboração da cultura atual, mas divergimos em relação à interpretação drástica colocada por Ciro Marcondes Filho.

Há como diferenciar o uso da televisão e do computador se levarmos em consideração os diversos tipos de pessoas que os utilizam. Ambos podem, realmente, se tornarem alienantes, se forem usados somente como passatempo, com a finalidade de olvidar os problemas pessoais ou públicos como as tragédias da sociedade. Ver filmes, especialmente os americanos, shows, programas de auditório de nível vulgar, são coisas muito diferentes de fazer pesquisas, assistir entrevistas interessantes sobre assuntos políticos ou informativos sobre saúde, educação, etc.

As telas são, na realidade, uma janela aberta para o mundo. É preciso compreender que o computador, por exemplo pode ser um objeto destinado a ter uma influência enorme na educação ao transmitir arte, ciência, a cultura de forma geral.

Esta visão dos objetos eletrônicos como fatores alienantes, parece-nos relacionada com a visão de mundo de McLuhan na década de 70. Hoje o que não podemos negar é que eles estão totalmente integrados no cotidiano das pessoas, mesmo admitindo que são um potencial ainda mal resolvido. A questão é outra: será que eles são um mal em si ou não são utilizados de maneira inteligente?

Aliás, em referência ao cinema, o que podemos dizer, é que mesmo quando o filme é uma fantasia precisamos admitir que o homem nunca poderá abrir mão da sua capacidade de sonhar porque isto é inerente à personalidade humana. As telas do cinema não só propiciam esse ensejo como trazem muito da problemática existencial que pode ser discutida após a exibição quando o filme envolve assuntos interessantes Creio que mesmo as novelas exibidas pela televisão podem se incluídas nesta visão.

Diríamos que, segundo a nossa percepção atual, o que há de mais alienante na sociedade brasileira é o futebol. Chegamos à conclusão que este é que deveria ser fator de estudos por parte de psicanalistas, psicólogos, artistas, enfim de todos os que estão interessados na construção de seres humanos que saibam pensar e agir conscientemente dentro de uma intensa liberdade de pensamento. O que estamos observando é a formação de hordas de fanáticos que mesmo após os jogos ficam discutindo detalhes de competições futebolísticas durante horas e dias, apoiados por uma mídia engajada. Faz-nos pensar no tempo dos cézares que diziam que para o povo bastava pão e circo.Será que o futebol não é utilizado para que o povo deixe de pensar no problema máximo do Brasil, isto é na falta de ética que domina a política nacional?   Onde vemos interesse em analisar porque estamos envolvidos num mar de lama na política brasileira, o que já se tornou aceitável e mesmo perdoável pela maioria? E note que não estamos falando sobre a violência das torcidas após os jogos.Isto é um mal menor...

 

 

 

Para finalizar podemos dizer que saber usar os progressos advindos da ciência eletrônica tem que ser o objetivo principal dos formadores de opinião.

 

 

  A solução só pode vir de uma única diretriz:a formação de indivíduos baseada na criação de mais escolas, mais estudos que os habilitem a  pensar e a ter um senso crítico capaz de formar uma autentica personalidade. Isto seria o fim da ridícula e absurda distinção elite/massa.Todo o progresso gerado pelo desenvolvimento técnico precisa ser canalizado para essa finalidade e não execrado como um malefício. Ele jamais substituirá os efeitos de uma leitura, mas é inútil negar que está dominando a mentalidade atual. Resta perguntar: Como resolver isso?

 

 

´Consideramos importante citar a Cátedra Unesco José Reis de  Divulgação Científica, da Eca, USP,  que se propõe formar divulgadores científicos  utilizando todos os meios atuais  empregados pela media como TV,  Internet, radio, fotografia  etc.

 

 

 

 

 



Escrito por edith às 15h59
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Para Entender a Comunicação

Ciro Marcondes Filho

 

   O  livro de Ciro Marcondes Filho Para Entender a Comunicação, lançado entre outros, no dia 01/08/2009, no Departamento de Jornalismo da ECA-USP, é, prioritariamente, didático trazendo mesmo propostas claras de discussões dos temas entre alunos e professores.

   A linguagem simples, clara, adotada pelo autor em evidente contraste com a utilizada em uma outra obra sua, extremamente complexa, SUPER-CIBER, nos remete a comentar a flexibilidade do autor ao se dirigir a públicos diferenciados.

   Logo no início, em Para Entender a Comunicação, em um prólogo intitulado Palavra primeira, está explicitado o objetivo do livro: a proposta de uma nova teoria da comunicação baseada em estudos que tem sido feitos há duas décadas na USP.

   A  consideração de urgencia dessa modificação se basea em varios fatores como a rapidez das mudanças tecnológicas, a obsolescência das teorias correntes, a confusão entre as áreas tematicas e principalmente por causa da necessidade de se propor parametros teóricos e operacionais novos proporcionando pesquisas em comunicação em seu sentido mais profundo.

   No capitulo seguinte há uma rápida exlicação do que é comunicação, tem a exposição de alguns casos de falhas na comunicação humana, enfatiza a problemática do diálogo e  termina, como todos os outros  com um resumo do que foi exposto.


   Para termimar, uma síntese das ideias  expostas na totalidade da obra: relações assimétricas no ensino considerando os papeis professor/aluno, o ensino a distância, a relevância da imprensa na comunicação, definição da atuação do jornalista no radio e na TV, a problemática da responsabilidade. No capítulo 6 são importantes as opiniões sobre o relacionamento com o cinema, a arte  e a literatura. O 7 é dedicado a função da internet vista sob esse ângulo e a sua relevância na politica e mesmo nas novelas.

  Não esquecer que a intenção precípua do autor nessa obra é frizar a necessidade da atualização das teorias da comunicação. Torna-se importante ler nos últimos capitulos as pesquisas já realizadas visando  a realização desse projeto.  

 

   O CD que acompanha pode ser considerado uma experiência de livro virtual. Toda a parte tematica, sugestões de debates e pesquisas estão ali sintetizadas de forma criativa, atraente, utilizando inteligentemente a cor e o movimento numa dinamica atrativa.

 

 

o m

06/09/2009

Edith Cavalcanti

Psicanalista Lacaniana

Ex aluna da Catedra Unesco José Reis de Divulgação Científica



Escrito por edith às 11h42
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                                                                                 Vida e Morte

      O  professor Crodowaldo Pavan morreu.

      Eu o conheci pessoalmente ao fazer o Curso de Especialização “Teoria e Prática da Divulgação Cientifica” promovido pelo “ Nucleo José Reis de Divulgação Cientifica da ECA/USP em 2006. Todas as noites eu o encontrava na Secretaria do Curso, antes da aulas. La estavam, tambem,  a Dra. Gloria Kreinz e o prof Osmir Nunes que se tornaram além de amigos, pessoas de relevante importância na minha vida. Era um local muito agradavel pois alem dos funcionarios, estudantes já graduados na mesma área, tive a oportunidade de conhecer de perto varios professores do Curso.
       Eu tenho hoje 87 anos  e estava na época atravessando problemas familiares dificeis pois  cuidava de uma irmã portadora de mal de Alzheimer. Fazer esse curso foi um derivativo para o sofrimento que eu estava enfrentando, e foi lendo a coluna de Julio Abramczyk, na Folha de S.Paulo que eu encontrei comentarios sobre o Curso que eu procurei imediatamente.
   Sempre gostei de Comunicação . Fui colunista da  Ilustrada ( Folha de S.Paulo) por vários anos e fiz um mestrado não concluido nesta área na  ECA/USP. Tive problemas gravíssimos com meu orientador, problemas esses que na época não consegui superar.
   Atualmente tenho vários netos que estão se sobressaindo  em diversas áreas da cultura e meu marido ex professor da USP ( S. Francisco) prof Teofilo Cavalcanti  deixou um nome que até hoje é respeitado. Sendo jornalista da Folha de S.Paulo publicou mais de 1600 cronicas  e fundou  uma coluna de Direito que até hoje é mantida.
   Tenho uma neta, Luciana Pompeia Cavalcanti, pós-doutourada em Astronomia, que está atualmente na Belgica trabalhando em pesquisas, que diz que eu deixei como exemplo, pricipalmente a idéia de que não existe idade para se fazer o que se deseja. Ao entrar na FAAP para fazer o CURSO  de Artes Plásticas eu tinha 49 anos e era somente uma dona de casa com 5 filhos. Eu era a única aluna daquela idade no meio de jovens. Foi um dos meus marcos na vida.  Desse período guardei a conclusão de que são os mais velhos e não os jovens que criam barreiras na comunicação. Passei lá anos felizes, vi trabalhos meus serem aceitos em varais exposições de Museus importantes de S. Paulo. Como meu marido não aceitava a minha incursão no dominio da artes  voltei-me para os Cursos de Comunicação.
   Depois de uma longa trajetória onde percorri varios caminhos diversificados de repente eu estava de volta aos estudos de Comunicação. Este foi, talvez o marco mais importante da minha vida atual.

   Eu conhecia o professor Pavan por referência  de minha filha Ana Maria Cavalcanti Lefreve, hoje também casada com um professor da USP que fora aluna e grande admiradora do professor  nos idos de 1960/70, na Faculdade de Biologia, USP.

   Ao falar na morte do prof. Pavan preciso me referendar ao meu analista durante muitos anos, porque este escrito tem também a finalidade de marcar as pessoas que influiram muito na minha vida: Marcio Peter de Souza Leite, psiquiatra e psicanalista lacaniano da Escola Brasileira de Psicanalise onde fiz aminha formação de psicanalista e a qual  estou ligada até hoje.
Ao tratar do problema da morte durante minha analise, meu analista concluiu que as minhas ideias sobre a morte constituiam a maior negação da morte que já conhecera.
 Até hoje eu reflito sobre isso mas acho que a minha maneira de pensar não mudou. Como desde jovem eu concluira que a única coisa imutavel na vida é a morte eu resolvera exclui-la de meus pensamentos e  trabalhar somente nas coisas que pudessem permitir uma vida melhor e sobre as quais fosse permissível uma atuação individual. O interessante é que essa idéia me proporcionou muitas coisas boas, principalmente viver sem ter medo. Não ter medo  principalmente de enfrentar situações definidas socialmente como inaceitáveis meramente baseadas em preconceitos. Sempre frequentei ambientes e cursos diversificados sem o menor constrangimento. Gosto de conhecer pessoas e ambientes diferentes e gosto de pensar que transmiti isso aos meus descendentes. Meu filho mais velho tem 65 anos e  é superitendente de uma ONG, no Rio de Janeiro cuja finalidade é fazer pequenos emprestimos para pessoas pobres que precisam de ajuda financeira para montar pequenos negocios, ONG  essa que foi escolhida pelo governo como a melhor nesse setor e funciona hoje  juntamente com o Banco do Nordeste. Ele é formado em DIreito pela USP, em Filosofia pela PUC e economia pela Universidade de Louvain , Belgica, onde fez também mestrado. A última noticia que tive é de que vai fazer doutoramento em História.
       Que tem tudo isso a ver com a morte do Professor Pavan? Tem tudo porque é o resultado do que   penso sobre a morte. Analisando a vida do Prof. Pavan  o que mais sobressai não é a sua longevidade,  é ter deixado atraz de si um rastro de coragem, de trabalhos e pesquisas importantes que o definem como o pai da genetica no Brasil Os amigos nunca o esquecerão,  nem os alunos que preparou para perpetuar o  seu amor a ciencia que ele procurou divulgar até os seus últimos dias deixando especialmente a sua marca no Curso de  Divulgação  CIentífica da ECA/USP.

   Viver e morrer, esse mistério indecifrável não é na realidade, uma mesma coisa?
   Por que nascemos? Por que morremos?
   A  única coisa certa é que a trajetória desse percurso deve ser feita com amor, com inteligência, numa busca incessante da melhoria da vida humana, e isso o prof. Pavan deixou como o seu legado principal.
  Ele foi um marco inesquecível para os que viveram a seu lado.


   Edith Cavalcanti
   Psicanalista
   Ex  aluna do Curso de Divulgação Científica ECA/USP



Escrito por edith às 16h59
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