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Blog de edith
 


Bibliografia

Terceira parte

 

     Título: O Retrato de Dorian Gray

        Autor: Oscar Wilde

        Tradição: João do Rio

        Editora: Imago 1993

 

        Título: Seminário  Livro  Livro i

        Autor: Jacques Lacan

        Editora: Zahar 1985

 

        Título:Seminário Livro 11

         Autor: Jacques Lacan

        Tradução: Magno M.D.

        Editora: Zahar 1985

 

        Título: Seminário  Livro I

        Autor: Jacques Lacan

        Tradução: Betti Milan

        Editora: Zahar   1985

 

        Título: Seminário Livro 8

        Autor: Jacques Lacan

        Texto estabelecido por  Jacque Alain Miller

        Editora: Zahar 1992

 

        Título: Lacan

        Organizador: Gerad Miller

        Tradução: Luiz Forbes

        Editora: Zahar 1989

 

        Título:Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade

        Autor: Sigmund Freud

        Editora: Imago1992

 

        Título Os 7 Conceitos Cruciais da Psicanálise

        Autor: Juan David Nasio

        Tradução: Vera Ribeiro

        Editora: Zahar 1989

 

        Título:Lacan y El Banquete

        Autor:  Colete Soler

        Editora; Manancial

 

        Título: Negação da Falta

        Autor: Marcio Peter de Souza Leite

        Editora: Dumará 1992

 

        Título: Recorrido de Lacan_ Ocho Conferências

        Autor:Jacques Alain Miller 



Escrito por edith às 22h37
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Retrato d'O Retrato de Dorian Gray

Segunda parte

 

   A  estrutura do gozo em Dorian começa a se definir na sua relação com  Sibil Vane, a jovem artista que se mata por causa dele. Ele amara nela a sua beleza e acima de tudo a  projeção da sua arte.  Ao vê-la destituida desse dom artistico, não mais visualizou nela um prazer para seu ego e transformou a sua adoração em desprezo.

  Ao verificar na tela, depois desse incidente, as transformações que começaram a marcar a figura, a principio Dorian se assustou e escondeu a tela  atraz da cortina. As  alterações continuando  em decorrência dos seus atos ele passou a colocar o quadro  atraz de um biombo e depois o trancou no sotão.

   Lacan diz que o que faz sofrer é que há um saber ao alcance do individuo, mas ele não quer saber desse saber.

   É  o caso de Dorian, ele não quer saber que sabe.

   Posteriormente, ao verificar que os sintomas  da devassidão que definiam a sua vida não transpareciam nele, a contemplação do quadro tornou-se um outro gozo.

   A explcação é que o gozo está além do principio do prazer, é, pode-se dizer, uma infração desse principio.

   A hipótese de Lacan é que a interdição fundamental, a do incesto com a mãe, é  a metáfora da barreira orgânica  que não permite que na via do prazer o sujeito vá  além de um certo ponto.  Dai a colocação do gozo  como uma infração a esta lei.

   A estoria de Dorian Gray se pauta dentro da relação da libido narcísica com a força alienante do " eu ". Ai está  o fundamento  da agressividade  que é o suporte dos seus atos.

    Segundo Lacan" no estado de narcisismo, a libido investe o eu como um objeto sexual ".

   A imagem do quadro é para Dorian o eu ideal e ele aí se detém como ideal do eu.  Ele se tornou cada vez mais enamorado de sua propria beleza.

   No seu ultimo encontro com Basil, este analisa a vida desregrada de Dorian e evidencía a sua perplexidade pelo fato disto não marcar o rosto sempre belo e puro. Termina dizendo: "..._eu quizera conhecer-te, mas precisava ver tua alma."

   Em resposta Dorian, leva-o ao sotão, dizendo-lhe: "..._ aqui esta o memorial da minha vida, feito dia-a-dia, mas que nunca sai da camara onde é elaborado" :"..._ tu és o unico homem que tem o direito de saber o que me diz respeito. Tens tomado na minha vida maior parte do que pensas".

   A transferencia que outrora se realizara transpuzera a carga libidinal do artista para o modelo. Podemos dizer: "..._ os dois serviram a Eros para se servirem dele".

   A analise que Basil estava fazendo da vida de Dorian, desencadeou neste um terrivel sentimento de odio que se avolumou ao constatar o horror do artista perante a figura do quadro.

   Ös selvagens instintos de um animal acuado despertaram nele e então detestou este homem assentado junto à mesa mais do que nenhuma outra coisa na sua vida".

  

   Ao matar Basil, Dorian Gray chegara ao topo de agressividade e imaginou então que destruindo o quadro estaria totalmente salvo. "Como exterminara o pintor exterminaria a sua obra e tudo quanto ela significara. Exterminaria o passado e quando este passado estivesse morto, ele estaria livre".

 

   " Agarrou o punhal a apunhalou o quadro".

 

   Ao se matar, Dorian termina sua tragetoria narcisica.

   Terminamos com Juan David Nasio: " o eu se fixa com odio na imagem narrativa enviada pelo outro".

   "Em qualquer narração narcisica o eu é, com efeito, o outro e o outro é o eu".









Escrito por edith às 10h54
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Psicanálise

Retrato d'O RETRATO DE DORIAN GRAY

Pimeira parte

 

   Relendo o romance de Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray, creio poder afirmar que nele é possível identificar aquilo que  Lacan considera os quatro conceitos fundamentais da psicanálise: o inconsciente, a transferência, a repetição e a pulsão.

   Toda a estrutura do livro  se define na colocação do desejo e do gozo, compreendendo-se que, para Lacan, o axioma fundamental do desejo é o desejo do Outro, o que faz do desejo uma função dialética onde o Outro está semtre incluido. O axioma de Lacan é " - o desejo é precisamente o desejo do Outro " o que o diferência do gozo onde não há função dialética e nem deslizamento para outros lugares como acontece no desejo. O gozo retorna sempre ao mesmo ponto. E é no sintoma  e na satisfação que o sujeito encontra em seus sintomas que iremos colocar o personagem  principal do romance, Dorian Gray, cuja vida vai se definir atravez do gozo em contraponto com o outro personagem, Basil, que , na relação transferencial se sumete às regras do desejo.

    

   E primeiro lugar queremos evidenciar a transferência entre esses dois personagens do romance, Dorian Gray e Basil  Halward, transferência essa que se desenvolve dentro da triangulação  completada pelo quadro, o retrato de Dorian Gray.

   Essa transferência  se inicia antes do Basil ter se relacionado com D. G. , no mometo em que o pintor ( Basil )  o visualizou pela primeira vez em uma recepção. Posteriormente a transferência vai-se estabelecer durante as seções nas quais o retrato é executado.

   Basil ao se referir ao fato, em conversa com um amigo Lord Henri, diz que ele, Basil,  sempre fora senhor de si mesmo até conhecer Dorian Gray, tanto que numa premonição aparenremente inexplicavel, tentara anteirormente, se esquivar a uma apresentação de ambos.

   A pergunta do amigo se tornara a ver Dorian Gray, ele responde:" Todos os dias, não me sentiria feliz se não o visse a cada dia. Ele me é absolutamente  necessário." E acrescenta: 'Ele é agora toda a minha arte...sua pessoa  me sugeriu uma nova maneira de arte, inteiramente nova. Vejo as coisas diferentemente. Posso viver uma existência  que antes me estava oculta. Inconscientemente  ele define para mim, as linhas de uma escola que uniria a paixão do espirito  romantico à perfeição do espirito grego." "A harmonia  do corpo e da alma, que sonho! "

   Usando uma frase lacaniana, para Basil " isto é uma forma sonhada em dias de pensamento."

   A transferência entre os dois, pintor e modelo, vai levar Basil a se posicionar dentro do desejo como um sujeito submetido  a marca do significante que lhe possibilitará o deslizamento indefinido de outros significantes que irão constituir a sua cadeia significante. Dorian, entretanto, se definirá dentro dos limites do gozo.

  

   Segundo os termos gregos que Lacan emprega para nomear a dupla amorosa podemos definir Basil como o " erastés " e Dorian como o" erómemos " Erómenos " é o termo que designa o amado, isto é, o objeto do amor, e "erastés " o que ama-deseja, isto é, o que oscila  entre os dois polos, diremos que é o sujeito da falta,é o que não tem. Ao contrário, " erómenos "é o objeto amado , é o que tem. Usando a fórmula de Lacan, um tem, o outro não tem. Mas há  também um outro elemento:um não saber, "erastés" nao sabe o que lhe falta e " erómenos " não sabe o que tem. "Há no amor uma ignorância estrutural."

 

  Que deseja Basil de Dorian?

   Deseja assegurar o " álgama " que julga estar em Dorian. Quer assegurar-se  de que o objeto agalmático  está a sua mercê. Quer o " erómenos " na posição  de um objeto a sua disposição.

 

   Aqui  está uma das chaves para se entender o amor. "Este não vai na direção  de uma ascenção a  beleza, na direção do significante " belo " Ao  contrário, o amor , aponta a caída  do 0utro colocando-o como objeto  a sua mercê."

   Basil define o seu ciume e a sua possessividade e também a sua entrega quando diz a lord Henri: "_ Dorian Gray é para mim , simplesmente,um motivo de ARTE. Tu nada verás nele, nele eu vejo tudo!..." é uma sugestão de nova espécie." " ...enquanto Dorian existir serei dominado por sua personalidade."

 

   O processo de transferência tem, com já dissemos, consequências  diversas para os dois personagens principais dessa  estória. É  evidente que o pintor " sabe" alguma coisa. Isto fica evidenciado na explicação que dá à Lord Henri por sua recusa de expor o retrato de Dorian Gray que o amigo classifica como a melhor obra do pintor. Basil diz: " .. eu sei que rirás de mim, mas não posso expô-la. A tela comunica muito de mim, é um retrato do artista, não do modelo. O modelo é puramente um acidente, a ocasião. Não é ele o revelado  pelo pintor, é antes o pintor que se revela na tela colorida.  A razão que me me impede de exibir esse quadro consiste no terror  de , por meio dele, patentar o segredo de minha alma!.."

  

   Lacan diz explicitamente que, na demanda do amor o sujeito da falta é que se dirige ao amado, mas que na metáfora vai -se produzir ao lado do amado e não ao lado do sujeito " erastés, " o que ama.

   No tempo II se produz a metáfora do amor: o objeto se transforma em sujeito:

   Tempo I :    S --------------> Objeto--------------> ---- Disparidade

   Tempo II :       Objeto      S

                       ---------    -----                              ---- Reprocidade

                           S         Objeto


   Lacan diz " que o amor é sempre recíproco. " Podemos dizer que isto parece um enigma pois o que posso observar no cotidiano é é exatamente a falta de reciprocidade ou a desigualdade desta. Mas Lacan afirma que  existe um efeito metafórico na  relação amorosa. Onde havia o amado surge o desejante.

 

   Quando Dorian Gray viu o retrato concluido " um raio de alegria iluminou-lhe os olhos, porquanto ele se reconhecia pela primeira vez .( importante evidenciar que este "reconhecia "  vem entre aspas no livro ) Na sua cabeça as frases de Lord Henri ao olhar ambos, o retrato e o jovem, e lhe dizer:..." que um dia  sua face se encheria de pregas e rugas, seus olhos de encovariam , sem cor ,e ir-se-ia toda a graça  de sua pessoa, alquebrada, deformada..." "seria horrível, desfigurado, disforme"  essas frases e não  somente o quadro vão constituir o momento estruturante da personalidade de Dorian Gray.

   É quando faz o absurdo pedido: "-Se fosse eu que devesse conservar-me novo e se essa pintura pudesse envelhecer!...Por isso eu daria tudo!..." Nada há no mundo que eu não desse!...Até minha alma."

..

   Esse momento  estruturante marcará duas vidas. Para Dorian Gray a visão de sua figura na tela , dentro das circunstâncias do momento,  foi ao mesmo tempo uma ruptura  e uma estruturação. A ruptura se produz  na cadeia significante , levando-o  a formação de sua fantasia fundamental. Ele está ali, detido, fixado. Diriamos que se colocou na posição que Lacan denomina " a". Dai por diante  o que vai definir sua vida é a posição do gozo. tendo como ponto de partida o seu corpo e só atravez dele poderá ou não gozar.

  

   Lacan coloca com clareza as diferenças que existem entre gozo e desejo. Da transferência havida , Basil  assume a posição  do desejo e daí deslizam varios outros significantes, ao contrário de Dorian Gray onde as relações do gozo com o significante são relações de exclusão. O gozo para Dorian, daí por diante,  passaria a ser a relação pertutubada do animal que fala com seu proprio corpo.

   Em Basil, o desejo se impôs como uma barreira ao gozo, ou diriamos, o desejo foi uma barreira contra o gozo.

   É essencial diferenciar a distinção entre desejo e gozo. O gozo não proporciona prazer, o gozo é incompativel com o bem estar, pode até confinar com a dor.

   O desejo em Basil fez com que novos significantes ampliassem a sua visão de artista. Pode-se explicar isto citando o momento em que o pintor comenta sobre uma paisagem pela qual lhe haviam oferecido  vultuosa quantia. Ele diz:" _ É um dos meus melhores trabalhos. E sabes por que? Porque enquanto eu o executava Dorian Gray se conservava assentado a meu lado. Qualquer influência passou dele para mim e pela pela primeira vez na minha vida surpreendi na paisagem esse não sei que sempre procurado e... sempre falhado."



Escrito por edith às 19h27
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meio ambiente

 

Meio Ambiente

   A Veja de 2007 publicou uma entrevista com Fabio Feldemann que vale a pena ser aqui comentada.

   Fabio Feldmann é um ambientalista ( advogado  -USP-) que introduziu o rodizio de carros em S. Paulo em 2005 Na época a reação dos paulistanos à medida foi tão violenta que Fabio Feldmann, então Secretário EstaduaL do Meio Ambiente , chegou a sofrer ameaças de morte e  a se sentir obrigado a andar com guarda-costas. Considera, também, que a medida lhe custou a releição em 1988, depois de três mandatos como deputado federal pelo PMDB  e pelo PSDB. Hoje, filiado ao Partido Verde, sua atividade principal é a de consultor sobre ecologia para empresas e ONGS onde utiliza a experiência advinda da participação em delegações brasileiras sobre o clima  (ONU ) e de ter sido secretário executivo do Forum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

  VER:

   Revista Veja

   S.Paulo 28/02/2007

 

   Edith Cavalcanti

   Ex. aluna do Curso de Divulgação Científica Nucleo Jose Reis  ( ECA- USP)

Currículo

Fabio Feldmann

   Formação:          Administração de Empresas    Faculdade Getúlio Vargas 1977

                              Advocacia  Faculdade de Direito  (USP)  1979

                              Deputado Federal ( três mandatos consecutivos 1986 _ 1998 )

                              Deputado Constituinte ( elaboração  da Constituição de 1988 ) _

                              Responsável pela Lei de Redução de Poluentes Por Veículos Automotores

                                                                  Política Nacional de Educação Ambiental

                                                         Lei de Acesso Público aos Dados e Informações Ambientais

                                                         Lei da Mata Atlântica

                                Relator da Lei de Política Nacional de Recursos Hidricos

                                                         Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza

                                                         da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Diversidade  Biológica

                                                         da Resolução 169 da OIT

                                1991_ Presidente  da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias

                                1992 _ Chefe da Delegação  Brasileira dos Parlamentares na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ( Rio 92 )

                                1993 _ Relator adjunto da Revisão Constitucional para as matérias relativas ao Meio Ambiente e Desenvolvimento ( rIO -92)

                                 1995 _Secretário do Meio Ambiente de S. Paulo

                               

 

          Alguns dos seus Projetos de Lei ainda estão em tramitação  no Congresso. Dentre eles destacam-se a Política Nacional de Residuos Sólidos e o Estatuto das Sociedades Indígenas.

 





Escrito por edith às 17h42
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