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Blog de edith
 


FAPESP

Pesquisa

 

   A Revista FAPESP PESQUISA (Outubro de2004)  publica um grande comentário sobre a tese da bolsista Ana Paula Cavalcanti Simioni, (FFLCH } denominada " Profissão Artista:Pintoras e Escultoras Acadêmicas Brasileiras"  que teve como coordenador Sergio Miceli (FFLCH} e que atualmente foi lançada em livro publicado pela Editora EDUSP (FAPESP) em um evento na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Loja de Artes, Av. Paulista n. 2073, SP. no dia 23/o3/2009.

   Da materia publicada podemos destacar a afirmação feita pela autora de que o seu trabalho tem unicamente um fundo cultural e que partiu da observação de que, a despeito de os dois maiores nomes das Artes PLásticas do Modernismo Tarsila do Amaral e Anita Malfatti serem femininos, não se ouve falar de pintoras mulheres anteriores a elas o que a fez pensar " E ESTAS MODERNISTA TERIAM VINDO DO NADA?"

   Outro destaque de  importância  é a percepção da autora de que ao decorrer da pesquisa foi-se evidenciando cada vez mais a impossibilidade  de dissociar a historia das artistas brasleiras do final do Império e início da Repúbica da historia da educação feminina. e isto definiu o caracter de seu trabalho que não é nada mais que decrever esse fato que talvez fosse evenciado de forma mais agressiva no campo das artes .

   Interessante é a historia de Abigail de Andrade  que Ana Paula considera o marco inicial do seu trabalho focado no ano 1840. A história de Abigail foi abalada por um escandalo que ,na época,fez com que a própria familia  a apagasse. A artista  se tornara amante de Angelo Agostini, importante artista e ilustrador. seu mestre particular e grande incentivador de seu trabalho artistico. O romance com o homem casado gerou uma filha, Angelina Agostini que também se tornou artista. O  casal chegou  a fugir para Paris onde surgiu uma segunda gravidez. Morrem ambos, o bebê e a  mãe.

   Para fugir dos preconceitos da época uma das alternativas era viajar para Paris. Foi lá que Julieta de França estudou na  Academie Julien  que recebia muitas artistas extrangeiras e chegou a frequentar o Instituto de Rodin que  elogiou o seu trabalho. Mas ao voltar ao Brasil e tentar impor o seu trabalho artistico  usando as suas experiências parisienses e desafiando  Rodolfo Bernadelli que chefiava Academia  de Belas- Artes,  misteriosamente Julieta de França desapareceu  dos circuitos artisticos cariocas.

   Interessa também conhecer outros casos   citados no artigo como os de Georgina Albuquerque, Berthe Worms e outras mas o importante  é  conhecer  o livro de ANA PAULA CAVALCANTI SIMIONI  que , além de uma pesquis rigorosa, abre caminho para ser estudada a historiografia artistica femimna aliando-a ao  âmbito social pertinente a cada época.

 

   VER:

   PESQUISA  Fapesp

   Outubro 2004

   HUMANIDADES  pg. 88/91

 

   Edith Cavalcanti

   S.Paulo 14/03/2004




Escrito por edith às 21h21
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     Carta Capital

 

Ana Cavalcanti Simioni (esquerda)

   A revista Carta Capital, DE 11 DE MARÇO DE 2009, na sua seção PLURAL, comenta dois livros de mulheres  que atravez de pesquisas evidenciam a situação da mulher brasileira no século XXIX  e propõem uma nova historiografia a partir de seus problemas.

    Embora ambos os trabalhos sejam de inegavel valor vamos comentar aqui somente a tese de Ana Paula Cavalcanti Simioni publicada  em um livro monumental intitulado "PROFISS≤AO ARTISTA: pintoras e escultoras academicas  brasileiras", publicado pela Edusp Fapesp 360 págs. R$74. Doutora em Ciências Sociais pela Universidade se S.Paulo seu trabalho revela a situação aterradora na qual viviam as mulheres  do período pesquisado, obrigadas a se submeterem à autorização dos pais e irmãos para trabalhar, estudar e mesmo casar, como estabelecia o Código Civil de 1916.

    A pesquisa de Ana Paula se ateve especificamente à mulher no campo das artes onde essa situaçao se evidenciava, talvez, de forma mais acentuada. Mulher não andava à noite e os cursos de arte eram à noite. Essa limitação  advinha da suposição  ou sugestão da possibilidade  de atos corruptos. Não podia frequentar Academias de arte, muito menos  assistir aulas de modelos vivos. As  brasileiras de então pintavam flores, frutas e eram consideradas amadoras, não eram criticadas pela imprensa ou como fez João do Rio, ridicularizadas.

    Ana Paula cita Julieta de França que frequentou a Escola Nacional de Belas Artes  e foi a primeira mulher a  fazer  arte em salão em que posavam jovens despidas  e homens de tapa sexo. Suportou as consequências  de seu pioneirismo enquanto aguentou. Foi rareando as aulas até o momento em que conseguiu uma bolsa para Paris. Foi aluna de Auguste Rodin que defendeu os seus progressos. Julieta de França seria um exemplo de artista brasileira mas não passou de  ser uma pessoa ignorada.

    Outra pioneira,  Abigail de Andrade foi uma das primeiras a receber convite para vender os seus quadros, mas não o fez possivelmente tolhida pelos preconceitos Foi muito elogiada pelo caricaturista Angelo Agostini com quem foi para Paris. Teve uma filha que se tornou pintora mas nunca divulgou o nome da mãe. Outra artista, Berth Worms  talvez por ter nascido em Paris tornou-se conhecida tendo um quadro seu na Pinacoteca de S.Paulo (Saudade de Nápoles).

   Georgina de Albuquerque recebeu premios  de consolação de obras que na realidade mereciam o primeiro lugar. Mas ganhou a medaha de ouro na Exposição Geral de Belas Artes de 1919 tornando-se a primeira mulher a participar de um juri de pintura no ano seguinte. Sua boa posição na Academia devia-se não só ao seu evidente talento, mas também por ser casada com outro pintor de destaque, Lucilio de Albuquerque. Georgina pintou nús mas o que a destacou foi o fato de ter sido a primeira artista brasileira a pintar uma cena histórica: Sessão de Conselho de Estado de 1922. Essa tela tem inspiração impressionista e mostra D. Leopoldina ditando a Independência.

    Ana Paula diz que o seu interesse é puramente cultural e que partiu da ideia que o destaque de Tarsila do Amaral  e Anita Malfatti na semana modernista deveria sugerir a exitência de mulheres artistas  em épocas anteriores.

    Como um adendo final fica  a certeza de que  o livro tem como preocupação precípua uma critica à situação social da mulher no século XIX e que esta deverá sugerir uma nova maneira  de ver historiografia artística feminina.

 

   VER:

    Carta Capital 

    S.Paulo 11/03/2009

    Plural pg. 66

 


    Edith Cavalcanti

    Formação: Licenciatura em Artes Plásticas

     Fundação Armando Alvares Penteado  S.Paulo

     Formação em Psicanálise

     Escola Brasileira de Psicanálise   S.Paulo

     Especialização Teoria e Prática de Divulgação Científica
     Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA--USP

     Colunista da FOLHA DE S.PAULO ( 1972-1982 )

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Escrito por edith às 23h03
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Células-tronco

 

   Barak Obama assinou no dia 9 de Março a ordem executiva que derruba a decisão de George W, Bush que proibia fundos federais de serem usados em pesquisas com células-tronco embrionárias.

    A proibição fora implantada em 2001 e era um dos símbolos da era Bush.

   Obama chamou o áto de restauração da integridade científica e daí decorre a determinação de que as decisões do governo relacionadas a fundos de pesquisas ou contratações no setor não podem levar em conta ideologia ou orientação religiosa.

   Ao anunciar a suspensão do veto Barak Obama lembrou um dos militantes mais conhecidos, o ator Christopher( 1942-2004) que foi famoso ao intrpretar o papel de Super-Homem. Tendo ficado  tetraplégico  em decorrencia de uma queda de cavalo  lutou durante anos em defesa da liberdade das pequisas tendo fundado  um Centro de Pesquisas patrocinadado por ele.

 

   Ver:

   Folha de .Paulo  A 15

   Ciência  10 de Março de 2009



Escrito por edith às 12h51
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