Arquivos
 12/02/2012 a 18/02/2012
 19/06/2011 a 25/06/2011
 20/02/2011 a 26/02/2011
 17/10/2010 a 23/10/2010
 25/07/2010 a 31/07/2010
 11/07/2010 a 17/07/2010
 28/02/2010 a 06/03/2010
 21/02/2010 a 27/02/2010
 24/01/2010 a 30/01/2010
 13/12/2009 a 19/12/2009
 25/10/2009 a 31/10/2009
 06/09/2009 a 12/09/2009
 30/08/2009 a 05/09/2009
 28/06/2009 a 04/07/2009
 29/03/2009 a 04/04/2009
 22/03/2009 a 28/03/2009
 15/03/2009 a 21/03/2009
 08/03/2009 a 14/03/2009
 01/03/2009 a 07/03/2009
 15/02/2009 a 21/02/2009
 09/03/2008 a 15/03/2008
 17/02/2008 a 23/02/2008

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog de edith
 


Oliver Smithies

: Premio Nobel de Medicina de 2.007

 

      Oliver Smithies, geneticista, que lida com células-tronco ha mais de 20 anos, deu uma palestra em um pavilhão anexo à exposição “Evolução Genomica”, no Parque do Ibirapuera no dia 09 de março de 2.008. Ele é radicado à Universidade da Carolina do Norte(EUA). Expôs a sua defesa do uso de células-tronco embrionárias. Na sua opinião discute-se no Brasil sob ângulo errado o uso dessas células, como algo que requer morte ou destruição de embriões ao se referir à ação em julgamento no STF.

      Ao ser questionado sobre o tempo que as pesquisas possam começar a dar resultados respondeu que provavelmente ainda seriam necessários uns 10 anos. Atualmente ele trabalha com pesquisas que buscam resolver problemas renais.

      Oliver Smithies censura o pres. Bush que proíbe pesquisas de células-tronco nos EUA. Diz que isso é misturar 2 coisas: religião e governo. O geneticista que trabalha com biologia muscular desde antes da descoberta do DNA em 1.953, considera que todas as censuras podem ser consideradas transitórias.

 

BIBLIOGRAFIA:

Folha de São Paulo  -  Ciência  de 10 de março de 2.008 - pagina A 19

 

                                                                                                       Decisão do STF

 

      A decisão do STF foi adiada em virtude do pedido de vista de Carlos Alberto Menezes Direito.

      O julgamento que opões igrejas católicas e evangélicas a cientistas durou 5 horas. O relator da ação Carlos Ayres Brito, votou favorável à continuidade das pesquisas. A presidente do STF, Ellen Gracie, também. Celso de Melo, o mais antigo dos 11 ministros, considera que a lei é constitucional.

      Menezes Direito justificou o seu pedido de vista, considerando que o assunto é de alta complexibilidade, e por isso exige uma analise profunda.

      Ives Gandra Martins, advogado da Conferencia Nacional dos Bispos e o procurador geral da republica, Antonio Fernando Souza, defenderam a inconstitucionalidade da lei.

 

BIBLIOGRAFIA

Folha de São Paulo - Ciência de 06 de março de 2.008 - pagina A 20

 



Escrito por edith às 17h02
[] [envie esta mensagem
]





STF (Supremo Tribunal Federal) decide sobre a Lei de Biossegurança 

      Nos dias 1 e 2 de março de 2.008, a “Folha de São Paulo” alertou a população sobre a decisão do plenário em relação ao futuro no Brasil das pesquisas com células-tronco de embriões humanos .

      Embora seja fato notório que o julgamento será permeado por questões religiosas, a uma tendência dos 11 ministros do STF é a favor da liberação das pesquisas. Na quase totalidade, os ministros afirmaram à “Folha” que a fé não iria interferir na decisão.

 

      Carlos Alberto Menezes Direito que é católico militante e faz parte da União dos Juristas Católicos do Rio de Janeiro, já deu declaração publica contra a utilização das células-tronco em pesquisas em 2.001.

 

      Será julgada ação direta de inconstitucionalidade contra o artigo 5 da Lei de Biossegurança de 2.005 que permitiu a pesquisa com células-tronco de embriões fertilizados in vitro e descartados. Essa lei proibe e só permite o uso de embriões inviáveis ou descartados a pelo menos três anos e que tenham sido disponibilizados e autorizados pelo casal.

      A ação em pauta contra essa lei foi movida pelo Procurador da Republica Cláudio fonteles, que é apoiado por setores da Igreja Católica.

      Há a possibilidade de haver o adiamento da decisão. O motivo seria a complexibilidade do tema que é considerado multidisiplinado, segundo o relator Aires Brito.

      No mesmo ano em que está ocorrendo à decisão final do debate sobre a Lei de Biossegurança, a CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil) promove a campanha “Fraternidade e defesa da Vida” que é uma pregação contra o aborto, e, por tabela, contra a pesquisa com embriões.

      De um lado esta a CNBB que já distribuiu aos ministros memoriais onde esta declarada a sua linha de argumentação.

      Do outro lado estão as quatro organizações não governamentais: Movimento em Prol da Vida, Conectas Direitos Humanos, Instituto de Bioética e Direitos Humanos e Gênero.

      Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) trabalham sobre a pressão de lobbies de ambos os lados.

      A polarização chegou ao ápice com as declarações do Ministro da Saúde, Jose Gomes Temporão que concluiu que o Brasil pode viver “época de obscurantismo e de atraso”, e do doutor Domas Lara Barbosa, secretario geral da CNBB (Conferencia Geral dos Bispos do Brasil) que declara que a pesquisa com células-tronco é porta aberta para o aborto.

      Em Brasília no dia 29 de fevereiro, os portadores de doenças graves fizeram uma manifestação em frente do prédio do STF.

      Antes do inicio do julgamento será protocolado um abaixo assinado com 40.000 assinaturas para liberação das pesquisas.

      Nesta semana Eros Grão e Levandowisk receberam a visita de Maiana Zatz, geneticista da USP (Universidade de São Paulo).

      A revista VEJA publicou em sua edição de n. 2.050 de 05 de março de 2.008 uma entrevista com Maiana Zatz.

      Desde 2.005, quando o Congresso aprovou a lei de biossegurança, Maiana luta para que a lei entre em vigência.

      Foi no mesmo ano que a Procuradoria Geral da Republica entrou com uma ação de inconstitucionalidade contra essa lei. As pesquisas sobre células-tronco estão paradas no Brasil desde  essa época.

      Maiana Zatz é uma das maiores especialistas sobre células-tronco no Brasil, onde consta cerca de 300 trabalhos científicos publicados. Nasceu em Israel, mas mora no Brasil desde os sete anos. É pró-reitora de pesquisa e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP (Universidade de São Paulo). Estuda a mais de 30 anos terapias para doenças neuromusculares. É uma das maiores defensoras no Brasil das pesquisas com células-tronco e embrionárias.

      Questionada pela “VEJA” sobre o quesito “quando começa a vida” e se “sobre o ponto de vista da ciência o embrião é um ser humano”, declarou: ”não existe um consenso sobre quando começa a vida, mas a um consenso sobre o final da vida. Esta termina quando cessa a atividade do sistema nervoso. Quando o cérebro para a pessoa é declarada morta. Pelo mesmo raciocínio um embrião de ate 14 dias sem nenhum indicio de células nervosas não pode ser considerado um ser vivo”.

      À pergunta da “VEJA” sobre a contribuição brasileira às pesquisas com células-tronco embrionárias, Maiana responde que é muito pequena. A uma contribuição significativa em clonagem animal, e na pesquisa de células-tronco adultas na área cardíaca. Com células embrionárias quase nada. Como as células-tronco adultas, só formam alguns tecidos como: músculo, osso, gordura e cartilagens. E não permitem a formação de células nervosas que são fundamentais para tratamentos neuromusculares. Se não houver células-tronco embrionárias para formar neurônios todas as pesquisas se tornam prejudicadas.

      Nos paises em que as pesquisas com células-tronco embrionárias como: Inglaterra, Austrália e Israel; há um ambiente mais favorável a essas pesquisas, como uma boa formação dos legisladores, recursos e a presença de cientistas de ponta.

      No Brasil há também uma grande demora, para viabilizar as pesquisas. A implantação de uma idéia e executá-la leva meses no Brasil, e nos paises avançados pode ser de 24 a 48 horas.

      Mayana ressalta a posição negativa do presidente Busch proibindo os projetos nessa área, onde não é possível ser empregado dinheiro publico. Mas há nos Estados Unidos um grande investimento da iniciativa privada.

      Maiana Zatz conclui sua entrevista afirmando que as células-tronco devem ter por objetivo curar e salvar e não para experiências exóticas. A terapia com células-tronco podem ser consideradas como o futuro da medicina regenerativa. Entre as áreas mais promissoras é possível colocar o tratamento para diabetes, doenças neuromusculares, doença de Parkinson. Também será possível à regeneração de tecidos lesionados e mesmo a pemissão para uma vida mais longa e saudável.

 

BIBLIOGRAFIA:

Folha de São Paulo - Ciência   01 de março de 2.008

Folha de São Paulo - Ciência   02 de março de 2.008

Revista VEJA edição n.2.050 de 05 de março de 2.008 paginas 11/15

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) deve proibir as pesquisas com células-tronco embrionárias?

       Pesquisa feita pelo Ibope em janeiro, pela ONG Católicas Pelo Direito de Decidir, concluiu que 75% dos brasileiros disseram concordar totalmente com a afirmação, 20% concordam parcialmente e 5 % disseram discordar.

      Mesmo o sendo alto o percentual dos católicos que apóiam as pesquisas, Cláudio Fonteles, subprocurador Geral da Republica entrou com uma ação de inconstitucionalidade contra o artigo da lei de biossegurança que autoriza as pesquisas com embriões.

      Em artigo publicado pela “Folha” “tendências / debates” ele reitera a sua colocação de que a ação que promoveu significa cessar uma única linha de pesquisa: embriões embrionários.

      Em contraposição na mesma seção, o artigo Luiz Eugenio Melo, medico e presidente da Federação de Sociedades de Biologia Experimental, faz a sua colocação de que destruir uma célula não equivale a destruir um ser humano. Matar uma célula não corresponde a matar um ser humano, “Um embrião descartável é um conjunto de células, mas não é um ser humano”.

 

BIBLIOGRAFIA:

Folha de São Paulo - tendências /debates  pagina 3  de 01 de março de 2.008

 

Julgamento sobre células-tronco pode ser interrompido

      O julgamento da ação direta de inconstitucionalidade contra o artigo da Lei de Biossegurança que autoriza pesquisas de células-tronco embrionárias que está em debate no STF, poderá frustrar a expectativa de uma decisão imediata, se houver um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Nesse caso o julgamento ficara adiado por prazo indefinido.      

Lei de Biossegurança

      É permitida para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidas por fertilização in vitro atendida nas seguintes condições:

      Sejam embriões enviáveis

      Sejam embriões congelados há três anos ou mais.

      É necessário o consentimento dos genitores.

      Instituições de pesquisas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa.

      É vedada a comercialização do material biológico a que se refere este artigo.

 

BIBLIOGRAFIA:

Folha de São Paulo  folha ”A” 18  de 05 de março de 2.008

 

Edith Cavalcanti psicanalista



Escrito por edith às 15h43
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]